Sorrisos Alexandrinos...

Quase sempre este/a desconhecido fica convencido de que possui uma espécie de talento natural inato para lidar com bébés. Vejo-o e oiço-o nos comentários que, directa ou indirectamente, são captados por mim: ele é o/a acompanhante do/a descohecido/a que comenta, ele é o/a próprio que se atribui. Alguns tenta procurar outras razões. No outro dia um velhote para quem o Alexandre, invariavelmente, sorriu largamente, me inquiriu; "Sou parecido com o avô, é?" ou uma senhora "Eu devo lhe lembar alguém...". Falta-me a coragem para dizer a esta turba: "Não, ele sorri para qualquer um. Você não lhe é nada de especial. Não se iluda".
Quem sabe alguém descubra que tenha encontrado a vocação. E se assim for o meu silêncio falseia uma orientação vocacional recém descoberta. Mas porque hei-de desiludir a ignota pessoa? Porque hei-de lhe retirar um pequeno laivo de satisfação? Quem sabe a menina trintanária se decida finalmente a ter um bébé à custa desta pequena alegria? Quem sabe o marido-reticente-a-pai mude de ideias e perca o receio de paternidade?.
Afinal, o melhor do mundo não são as crianças?
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