A caloteirice nacional é uma pescadinha de rabo na boca...

Estas espécies de avantesmas, empreiteiros e sub-empreiteiros de garagem, ufanam o seu opróbrio antes e depois de adentrarem o seu BMW de alta cilindrada, a sua vivenda de três pisos e a sua piscina nas traseiras da mesma. Eles abundam em Portugal, sem registo, sem alvará e sem licença de construção. Para quê? E ainda são ressarcidos de IRC por parte do Estado de despesas que, outros comerciantes de material de construção, tão prestimosamente facilitam por via de facturas duvidosas. E o meu espécie de cunhado lá vai penando, de quarta-feira em quarta-feira em busca de um dinheiro ilusório que mais não servia para pagar a prestação da casa e o sustento da família. E porque não é ele mais selecto na escolha de clientes? Porque ele sabe que, estas avantesmas que se valem da crise económica para enriquecer, são dos poucos que ainda contratam operários para obras. Sabe que é melhor a perspectiva de algum dinheiro (ainda que muito atrasado) do que nenhum. E sujeita-se.
Não nego que a estes estupores devam algum dinheiro. E que alguns dos devedores sejam organismos do Estado (o maior caloteiro nacional) mas sabe que mantém sempre um generoso fundo de reserva (vindo, sobretudo, dos consumidores comuns que lhe pediram a encomenda da obra) que lhe permite, entre outros, contratar os serviços jurídicos para reaver, ainda que mais tarde, o ressarcimento com juros de mora. O meu espécie de cunhado é que não. E assim vai o nosso "Portugal dos pequeninos"...
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